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quinta-feira, dezembro 30

Feliz Ano Novo


Cabo Carvoeiro

Não se esqueçam de sonhar, e que de alguma forma esse sonho se possa tornar algum dia realidade!

Bom Ano Novo para tod@s!

domingo, dezembro 19

Conto


Amavam-se, partilhavam segredos e loucuras, riam juntos. Viviam juntos. Tinham casas e contas separadas há muitos anos. Ele pediu-a em casamento, ela disse que ainda não era tempo. Ele esperou, insistiu, ela disse-lhe que mais adiante, mas em comunhão nem pensar, ele pensava que estavam a construir juntos. A família dela há muito que tinha passado uma borracha na existência dele. Ela aceitou, não contestou, não quis ou ignorou. Semana sim, sábado sim, domingo não, ela aceitava o convite, dizia-lhe que vinha cedo e saía, ia visitar a família. Ele calava, não contestava, de nada servia, ela dizia para esperar, contra factos ele não argumentava. Naquele domingo, ela deu-lhe um beijo, disse até logo, ele calou. Quando ela voltou, procurou-o. Ele tinha saído.

quarta-feira, dezembro 8


A solidão acaba numa porta fechada e não basta a capacidade de nos transformarmos noutro ser para abrir a porta.

sexta-feira, dezembro 3

Dever à vida


Dever à vida é ter estado parado no passeio errado, contemplando o passeio certo do outro lado da avenida e não ter tido a coragem de atravessa-la.
Dever à vida é termos tido medo do atropelamento, desconhecendo que, parados, nos atropelamos a nós próprios.
Dever à vida é reconhecer, mal nos levantamos pela manhã, que a paisagem é o deserto.
Dever à vida é sentirmos, que secaram na consciência, os castelos de ilusões da infância.
Dever à vida é estar vazio, de braços caídos, olhar sem brilho, e sentir que por mais que a queiramos encher, assim permanece .

segunda-feira, novembro 29

29

foto Olhares

Caminhando dia a dia, vivendo com intensidade todos os momentos, dando e recebendo muito amor, muito carinho muita entrega, a fórmula não sei, nem sei se teremos ciência suficiente para assim continuar, mas tudo o que sei, é que a vida não facilita, os montes a pique sucedessem, mas de mão dada lutamos para chegar juntas ao vale. Nesta aventura que escolhemos em cada momento uma única certeza, sem ti não sei estar! Não te posso prometer o vale fértil, porque a geada há-de chegar, não te posso prometer colheita abundante porque não o abarco no meu regaço, não te posso prometer verde sem fim, porque um dia o outono chegará, mas posso prometer a única coisa que posso que é continuar a amar-te!

sexta-feira, novembro 26

A caminho do fim de semana




Nada melhor do que terminar a semana, enquanto o trânsito acalma no regresso a casa, com um filme que nos faz sorrir!

terça-feira, novembro 23

Amo-te


Da importância do primeiro amo-te, qual é o momento em que sentimos que é aquela a pessoa, e ainda que seja isso que se sente, devemos ou não dizê-lo?
Quem se recorda de quem disse primeiro a palavra mágica?

sexta-feira, novembro 19

Escape

foto de Rick Lovell

Dilema, dois pássaros numa gaiola e neles a busca incessante dum espaço de fuga para poderem voar!

sexta-feira, outubro 15

A VELHINHA, O BALDE, A TINTA, OS FRANGOS E UM GANSO


Não é habitual, mas hoje deixo-vos uma anedota.

Bom fim de semana!


Um fazendeiro resolveu ir a pé da cidade, de volta para sua fazenda.
No caminho, comprou um balde e um galão de tinta, dois frangos e um ganso vivo. Quando saiu, parou e ficou matutando sobre como levar as ompras para casa.

Enquanto coçava a cabeça, apareceu uma velhinha que lhe disse estar perdida e lhe perguntou:

- Pode me explicar como chegar até a Estrada das Andorinhas, 1603?

- Bem, minha fazenda fica próxima a esse local. Eu a levaria até lá, mas ainda não resolvi como carregar tudo isto.

A velhinha sugeriu:
- Coloque o galão de tinta dentro do balde, carregue o balde em uma das mãos, um frango sob cada braço e o ganso na outra mão.

- Muito obrigado, - disse o homem - é uma boa ideia.

A seguir, partiram os dois para o destino.
No caminho, ele disse:
- Vamos cortar caminho e pegar este atalho, pois economizaremos muito tempo.

A velhinha o olhou cautelosamente e disse:
- Eu sou uma viúva solitária e não tenho marido para me defender. Como saberei se quando estivermos no atalho você não avançará em cima de mim e levantará minha saia para fazer amor comigo?

- Impossível, estou carregando um balde, um galão de tinta, dois frangos e um ganso vivos. Como eu poderia fazer isso com tanta coisa nas mãos, sendo que se soltar as aves elas fugirão?

- Muito simples: coloque o ganso no chão, ponha o balde invertido sobre ele, coloque o galão sobre o balde e eu seguro os frangos...

domingo, outubro 10

Ausência

Foto de Francisco Méndez Fuentes


"Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar."

Clarice Lispector, A Paixão Segundo G.H.

domingo, outubro 3

Pinturas



Dia de chuva. Desde manhã que ela cai, ora com mais força, ora em pquenas gotas, pelas janelas abertas entra o vento que dobra as árvores à nossa volta. Da nogueira vão caindo, de rajada em rajada, as nozes que ainda pendiam dos ramos, enquanto que as manas tílias centenárias dão um colorido verde à paisagem teimando em não largar as folhas. Pelo ar passam folhas de outras árvores que sentiram o Outono com mais intensidade. Na horta as couves recém plantadas resistem ao sopro norte que as abana, alguns pássaros indiferentes à chuva buscam alimento, e nos beirais dos telhados que daqui se avistam escorrem as primeiras águas da estação que acabou de chegar a este campo, onde tu e eu colorimos telas e textos.


quarta-feira, setembro 15

Pétalas

Berlim 2008

aprecio muito a redondez do mundo,
flores e pétalas
apontadas numa direcção amarela

verdades doces como mangas
[gosto de mangas com fio - dão sorrisos mais amarelos].

um dia veio o vento e as pétalas esvoaçaram.

ficou triste a flor
ficaram livres as pétalas.



Ondjaki

quinta-feira, setembro 9

Espanto

CCB Abril 2009

Se ontem eu tinha certezas hoje tenho cada vez mais dúvidas, não sei se um dia duvidarei que existo, mas por ora só resisto e cada vez mais me espanto.

sábado, setembro 4

Ramalho Ortigão Serra Amarela


Serra da Estrela

Quem durante alguns dias não viveu e não passeou nesta ridente e amorável região priveligiada das éclogas e pastorais, não conhece de Portugal a porção de céu e de solo mais vibrantemente viva e alegre, mais luminosa e mais cantante

Ramalho Ortigão

domingo, agosto 22

A terra que te ofereço



Trago
para ti
em cada mão
aberta,
os frutos mais recentes
desse Outono
que te ofereço verde:
o mês mais farto de óleos
e ternura avulsa.
E dou-te a mão
para que possas
ver,
mais confiante,
a vastidão
sonora
de uma aurora
elaborada em espera
e reflectida
na rápida torrente
que se mede em cor.

extracto do poema de Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010)

sexta-feira, agosto 13

Horizontes

Barril 2009

Original é o poeta
que chegar ao despudor
de escrever todos os dias
como se fizesse amor.

Ary dos Santos

sexta-feira, agosto 6

Nas Asas do Vento



A brisa suave leva o beijo que pousa em ti e percorre as ondas do teu corpo para repousar em mil luas que inventamos a cada despertar. Planando nas asas do vento, o meu destino, imensa conquista.

quarta-feira, julho 28

Equilíbrio dinâmico


equilíbrio - nome masculino, (Do lat. aequilibrìu-, «id.»)

Quando um corpo está em movimento rectilíneo uniforme diz-se que está em equilíbrio dinâmico, nesta situação, a resultante de todas as forças que sobre ele actuam será igual a zero.

sexta-feira, julho 23

Equilíbrio


No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.

E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,

entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta


Cecília Meireles

terça-feira, julho 20

Reinvenção


Vagarosamente, viu-se diferente. Estava cansada. Passou a vaguear em passo e pensamento. Entristeceu. Cinzento era o mundo que carregava na mochila. De passos pesados se fizeram os caminhos, pisando as folhas castanhas que atapetavam as pedras brancas da cidade.
Num último esforço, tentou inventar algo colorido. Pegou no carvão esquecido dos tempos de adolescente, buscou uma folha branca e começou a escrever.
Eu sei viver. Eu sei viver. Repetiu a frase em linhas sucessivas e firmes até o bico partir.

sexta-feira, julho 16

Treno in ritardo


Vila D' Este - Julho 2010

Disseram-nos não percam ajustem o vosso tempo mas agendem a visita perguntamos no hotel dão as indicações necessárias entre tanto para ver lá conseguimos um pedaço de tarde correria para o comboio depois de uma viagem de autocarro de quarenta minutos até à estação mais perto comprar bilhetes andar até à plataforma comboio regional pára em todas as estações e apeadeiros não há outro uma hora de viagem finalmente o que procuramos paisagem verdejante de serra cascatas é parecido com Sintra dizemos sim mas ainda mais romântico a que horas temos comboio de volta daqui a hora e meia depois só a meio da noite onde fica viram à direita continuam depois tornam a virar à direita e é aí quanto tempo uns dez minutos iniciamos a marcha vinte minutos já passaram na praça um ecrã gigante Itália está a perder que se lixe queremos é encontrar a vila eis o palácio os jardins as cascatas quinhentos jactos em fontes lagos e canais alimentados pelo Rio Aniene parcialmente desviado através da cidade numa distância de um quilómetro Bernini assina algumas absolutamente espectacular ainda bem que viemos vale a viagem mas temos que voltar bato umas fotografias já chega não há pormenores que tenho de ver em casa rimo-nos chegamos à estação no painel treno in ritardo não acreditamos uso o meu parco italiano confirma-se il treno è in ritardo uno ora.

terça-feira, julho 13

ObVIAmente... que respondemos ao desafio!


1. Porque que é que criou um blogue e, quando o criou, tinha expectativas de que fosse popular?
Criámos este blogue para a partilha de escrita, de texto e de sentido. Num tempo em que se dizia que eram criados 75.000 blogues por dia, não pensámos na popularidade, nem era objectivo. O nome foi escolhido, por mero acaso, com as iniciais dos nossos nomes surgiu o aLMA gÉMEA.

2. Em que data exacta iniciou o blogue?
Em 29 de Março de 2006, com data marcada porque o 29 é o nosso número talismã.

3. Nomeie 5 seguidores leais
Passamos o desafio a :

ViagemLes

Smile

Pedras Nuas

RV

CegonhaGarajau

As velas ardem até ao fim

Tulipa

(estamos a esquecer alguns? perdoem-nos)

terça-feira, junho 29

Final de tarde

foto de franxx

Nas janelas dos prédios que nos rodeiam vão-se acendendo as luzes, o laranja que resta do calor do dia pinta, ao fundo, o horizonte, solta-se uma voz doce, ela conduz, no banco de trás a nossa bicicleta, agora em descanso parece que escuta, a meu lado o seu braço nu pede o contacto do meu, sinto-lhe a pele, fresca, apetecível, toco outra vez, prolongo o toque como que embriagada, com a ponta dos dedos traço linhas no seu braço, sinto-lhe o arrepio e continuo a viagem.

domingo, junho 27

Momentos


Roma, Junho 2010


Sob o sol intenso da tarde, o abrigo da água que refresca, o olhar feliz de duas almas que se sentem, se escutam e ansiosas se comprometem!

quinta-feira, junho 17

Parabéns, G



"O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo..."

Alberto Caeiro

sábado, junho 12

Nada nos é devolvido

Drawings by Bouget

"Continuo a ouvir a canção: como uma história que me contaram muitas vezes, agradeço cada pormenor, cada rompimento, cada armadilha que a música me arma, distingo as vozes simultâneas do trompete e do piano, quase as guio, porque a cada instante sei o que a seguir vai tocar, como se eu próprio fosse inventando a canção e a história à medida que a oiço, lenta e oblíqua, como uma conversa espiada atrás de uma porta, como a memória daquele último inverno que passei em San Sebastian. É verdade, há cidades e rostos que só conhecemos para depois os perdermos, nada nos é devolvido nunca, nem o que tivémos nem o que merecíamos."

O Inverno em Lisboa, Antonio Munoz Molina

segunda-feira, junho 7

Entardecer



"No entardecer dos dias de Verão, às vezes,
Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Que passa, um momento, uma leve brisa..." (Fernando Pessoa)

que me traz de volta as rotas de outrora, o adeus ao cais, à terra e ao rio, janela rasgada duma cidade que não é minha.

segunda-feira, maio 31

Cursiva

Cursiva, de Amy Yoes

Talvez por ser tão abstracta, há precisamente um ano a confundi com um gigantesco caracol verde.
Verde alface, dois "S", voltados de frente. Uma das letras está sempre invertida, tal como figuras ao espelho. Mas, para serem lidas, é preciso olhar do alto, só assim as duas letras perdem os contornos abstractos. Depois, há que a percorrer, entrar nela, subir ao seu dorso e escutá-la, escorregar em brincadeiras de crescidos, e esperar que seja, de novo, ponto de encontro.


quarta-feira, maio 26

Fragmento de Luz


Wrinkles, de PTTB

- Nem sabes o que perdes por não usares óculos.
- O que perco? - perguntou Pete, servindo-se de chá.
- Vou-te dizer. Estás a ver, há sempre um ponto de luz no centro da lente, no centro da tua visão. Não te podes enganar. Não dás um passo em falso. Há sempre, mesmo na noite mais escura, um niquinho, um fragmento de luz, a pairar diante de ti. Ouve cá, há pessoas, sabes isso tão bem como eu, que andam por aí sempre com um vinco na testa. Quando, às vezes, tentam eliminar esse vinco, o mundo ganha sentido, são capazes de investir no que quer que seja. Pois, é isso mesmo, não estou a dizer que eu tenha a mesma perspectiva, só por haver alturas em que me apercebo que este quadrado de luz existe. Mas digo-te uma coisa. O que este ponto de luz faz, é que indica o ângulo da tua órbita. Não precisas de te pôr a olhar assim para mim. Não estás a perceber. Dá-te um sentido de direcção, mesmo que nunca saias do mesmo sítio.

Harold Pinter, Os Anões

segunda-feira, maio 17

Sua Excelência precisa de Rennie!



Fundamentou a aprovação na crise, desvalorizando a lei, porque duma minoria se trata, mas não se esqueceu que lhe pode dar votos na reeleição. Sim, porque o semblante enjoado será a seu tempo sorridente quando nos piscar o olho para reocupar a cadeira.

Por agora, vai precisar de umas quantas caixas de Rennie, tal como eu, quando o vejo pavonear filhas, genros e netos em cada visita oficial de um chefe de estado ao seu palácio.

Afinal somos iguais, Sr Presidente!

quinta-feira, maio 6

Problema de Expressão


"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Ou pelo menos o que me faz agir não é o que sinto mas o que eu digo"

Clarice Lispector, Perto de Um Coração Selvagem

domingo, maio 2

Dia da Mãe


Na minha janela a pique até ao chão não há espaço para jardim, não há varanda ou canteiro, mas o sonho supera a realidade, nos dias que não são especiais, mas que assim ficam quando tudo já lá vai.
Numa simples janela onde nada existe colhi rosas laranja avermelhadas, que no álbum das recordações correspondem às que tantas vezes vieram ter à minha jarra.
No meu sonho desta noite, elas voltaram a ser reais, aquelas rosas que há tanto tempo não vejo . Eram plantadas, cuidadas e colhidas por ti, Mãe, que mas trazias com tanto carinho.

quinta-feira, abril 22

E ao anoitecer

foto de Paulo Franco

e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia


Al Berto

quinta-feira, abril 15

terça-feira, março 23

quarta-feira, março 17

sábado, março 6

Parabéns, Miss Choco



"Come join the party, it's a celebration
Anybody just won't do
Let's get this started, no more hesitation
Coz everybody wants to party with you"

terça-feira, março 2

A propósito do que vai por aí

Foto de Abbas / Magnum Photos



Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem

Bertolt Brecht

sábado, fevereiro 13

Despojos

foto de X. Maya

A emoção da manhã prolonga-se na música de noites em que os nossos corpos perfumados de melodias eternas se despojaram de impressões para sermos um único ser.

sexta-feira, fevereiro 5

terça-feira, fevereiro 2

Até sempre Rosa!


Quando eu vi olhos de ameixa e a boca de amora silvestre
Tanto mel, tanto sol, nessa tua madeixa, perfil sumarento e agreste

Foi a certeza que eras tu, o meu doce de uva
E nós sobre a mesa, o amor de morango e cajú

Peguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeça
Vem cá tenho sede, quero o teu amor d'água fresca
Peguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeça
Vem cá tenho sede, quero o teu amor d'água fresca, ohoh...

Tens na pele travo a laranja e no beijo três gomos de riso
Tanto mel, tanto sol, fruta, sumo, água fresca, provei e perdi o juízo

Foi na manhã acesa em ti, abacate, abrunho
E a pêra francesa, romã, framboesa, kiwi

Peguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeça
Vem cá tenho sede, quero o teu amor d'água fresca
Peguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeça
Vem... vem... vem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água fresca

Ah... foi na manhã acesa em ti, abacate, abrunho
E a pêra francesa, romã, framboesa, kiwi

Peguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeça
Vem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água fresca
Peguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeça
Vem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água fresca

Peguei, trinquei e meti-te na cesta


Amor de Água Fresca, Rosa Lobato Faria (1932-2010)

quinta-feira, janeiro 28

Lo que me gusta




"Lo que me gusta de tu cuerpo es el sexo.
Lo que me gusta de tu sexo es la boca.
Lo que me gusta de tu boca es la lengua.
Lo que me gusta de tu lengua es la palabra."

Julio Cortázar - Papeles Inesperados, 2009

domingo, janeiro 24

Votos precisam-se

"Há Dias", com letra de Ana Zanatti, música de Rita Vasconcellos e a voz de Joana Lobo Anta precisa do teu voto para nesta 1ª fase ser uma das semi-finalistas do Festival da Canção 2010.

Vota aqui!


segunda-feira, janeiro 11

Sol



Aprisionados talvez?

Dias de sol tão intenso que se perdem numa memória que não se verga, antes se interroga.

terça-feira, janeiro 5

Ausência

foto de Filomena Chito


Num deserto sem água

Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua

Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.

Sophia de Mello Breyner Andresen