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quinta-feira, outubro 30

Coroa pensadora



Não se supõe que os reis e rainhas estão acima de certos temas e não emitem opiniões?
Não era ela tida como uma mulher simpática de mente aberta?
Não era suposto apenas passear os netos e a coroa, acenar quando gritam o seu nome?
Sem tradução ficam as palavras de Dona Sofia de Bourbon:

“Puedo comprender, aceptar y respetar que haya personas con otra tendencia sexual, pero ¿que se sientan orgullosos por ser gays? ¿Qué se suban a una carroza y salgan en manifestaciones? Si todos los que no somos gays saliéramos en manifestación… colapsaríamos el tráfico. Si esas personas quieren vivir juntas, vestirse de novios y casarse, pueden estar en su derecho, o no, según las leyes de su país: pero que a eso no lo llamen matrimonio, porque no lo es. Hay muchos nombres posibles: contrato social, contrato de unión”.

Fonte : El País

quarta-feira, outubro 29

Começar de Novo

Ribeira do Porto, 2008


Esta gaivota que vai
seguindo o navio.
Este céu que despreza a morte.
Esta luz, este rio.

Tudo num sonho que apenas
foi desenhado
para eu aprender de novo
a viver a teu lado.

Vento no rosto
e tanto sol nos meus braços
tanto sol que depois te cerca
a travar os teus passos.

Tudo num sonho
que foi assim desenhado
para tu começares de novo
a viver a meu lado.

Dentro de nós, temos nós
de seguir a lição
desta luz que a manhã
nos oferece novamente.

Dentro de nós vai o mundo
tornar-se canção
é preciso que tudo
comece novamente.

Tudo num sonho
que apenas foi desenhado
para eu aprender de novo
a viver a teu lado.

Tudo num sonho
que foi assim desenhado
para tu começares de novo
a viver a meu lado.


David Mourão-Ferreira


Dedico este poema ao Porto e às suas gentes.

terça-feira, outubro 21

Até já



"O mundo é um imenso livro do qual aqueles que nunca saiem de casa lêem apenas uma página."

Agostinho de Hispona

terça-feira, outubro 14

O Beijo


A passear por Belém encontrei este verso de Alexandre O'Neil num banco de jardim.
Deixo-vos o poema completo...


Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.

É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.

Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?

E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...

Alexandre O'Neill

sexta-feira, outubro 10

Porque será?


Sandstone Line, de Richard Long


"Mas, não sei porquê, Portugal parece-me cada vez mais triste. Prestes a morrer. É um passado sem glória."

Diário Português(1941-45), Mircea Eliade

quinta-feira, outubro 9

Noite

foto de Angelo Stramasso


Muito triste seria a noite, se quando me deito não preparasse o meu ombro para nele te aninhares!

segunda-feira, outubro 6

O Porto no seu melhor



E eis que a Sra veio retirar o carro, deixou passar o eléctrico e voltou a estacionar
exactamente no mesmo sítio, em plena faixa de carris.

E se pensam que foi a única, enganam-se!