"Nos sonhos não é preciso estabelecer grandes distinções entre as coisas. Nada disso. Não existem barreiras. É por isso que raramente existem colisões nos sonhos. E, quando as há, não fazem mossa. A realidade é diferente. A realidade é a doer."
Quando vejo a minha imagem ao espelho, assusto-me. Onde foi que já vi uma lua tão branca flutuando ao vento? A outra lua está agora silenciosa, e de tão calada me pergunto...
Se ainda me lembro do seu rosto, do tom da sua voz, dos passos perdidos rangendo na madeira, do breu que desbravei e da prata que o iluminou. Viro as costas ao espelho e sigo o trilho. Tão certa deste destino que torna a sua imagem minguante espalhada no ar.