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domingo, agosto 22

A terra que te ofereço



Trago
para ti
em cada mão
aberta,
os frutos mais recentes
desse Outono
que te ofereço verde:
o mês mais farto de óleos
e ternura avulsa.
E dou-te a mão
para que possas
ver,
mais confiante,
a vastidão
sonora
de uma aurora
elaborada em espera
e reflectida
na rápida torrente
que se mede em cor.

extracto do poema de Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010)

sexta-feira, agosto 13

Horizontes

Barril 2009

Original é o poeta
que chegar ao despudor
de escrever todos os dias
como se fizesse amor.

Ary dos Santos

sexta-feira, agosto 6

Nas Asas do Vento



A brisa suave leva o beijo que pousa em ti e percorre as ondas do teu corpo para repousar em mil luas que inventamos a cada despertar. Planando nas asas do vento, o meu destino, imensa conquista.