
Trago
para ti
em cada mão
aberta,
os frutos mais recentes
desse Outono
que te ofereço verde:
o mês mais farto de óleos
e ternura avulsa.
E dou-te a mão
para que possas
ver,
mais confiante,
a vastidão
sonora
de uma aurora
elaborada em espera
e reflectida
na rápida torrente
que se mede em cor.
extracto do poema de Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010)





2 comentários:
Olá
Belíssimo poema.
Excelente escolha.
Sei de parte da obra de RD; não conhecia a poesia dele.
Este é fantástico.
Fica bem.
fiquei a conhecer. ainda bem, uma homenagem merecida.
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