
Vagarosamente, viu-se diferente. Estava cansada. Passou a vaguear em passo e pensamento. Entristeceu. Cinzento era o mundo que carregava na mochila. De passos pesados se fizeram os caminhos, pisando as folhas castanhas que atapetavam as pedras brancas da cidade.
Num último esforço, tentou inventar algo colorido. Pegou no carvão esquecido dos tempos de adolescente, buscou uma folha branca e começou a escrever.
Eu sei viver. Eu sei viver. Repetiu a frase em linhas sucessivas e firmes até o bico partir.
Num último esforço, tentou inventar algo colorido. Pegou no carvão esquecido dos tempos de adolescente, buscou uma folha branca e começou a escrever.
Eu sei viver. Eu sei viver. Repetiu a frase em linhas sucessivas e firmes até o bico partir.





3 comentários:
Pendurada na mochila volto a afiar o lápis!
Em poucas palavras tantos "tempos"...
nós queremos saber mas verdadeiramente ninguém sabe muito bem, senão já havia um livro que o explicasse. bom texto.
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