
Aquela menina de olhos ávidos de mundo, cabelos escuros, magrizela,que caminhava e brincava com a terra, sujando o bibe cresceu com os passos mais belos mesmo quando destoavam dos demais. Desenhou com as cores da vida traços cheios de pura poesia, dando vida às linhas da mão. Cantou, sorriu, sonhou, aprendeu a contornar as pedras que lhe surgiram no caminho, viu pessoas irem e outras voltarem. Despediu-se de umas por uns tempos, outras nem tanto. Sentiu saudades definitivas, outras temporárias. Caminhou por um mundo onde poucos entravam com uma música só dela até a cantar em dueto. Cresceu em cada tombo, de cada vez que se ergueu. Cresceu em cada lágrima que rolou pelo seu rosto para hoje receber carinho de todos os lados, um carinho colorido e de todas as formas.
E agradecendo por cada pedra, cada curva, cada lágrima e por cada passo, hoje ela pisca o olho ao tempo, dá-lhe a mão e segue, devagar, rumo ao futuro.
Parabéns, meu amor!