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quarta-feira, novembro 29

Hoje...

Viola tricolor (Amor perfeito)

Porque ... és o meu mar, meu ar, meu fogo...meu tudo!
Porque ... te amo!


Fantástica viagem até tocar o cristal...

domingo, novembro 26

Alma

" No tempo das obviedades extrovertidas, ela revela recatos e introversões que atraem ainda mais complexidades para a sua figura de comunicação. Essa figura, poderosa, ( ...) aparece cantando com força e vigor, um timbre morno, maduro, de meio soprano, grave, que não apenas aquece seu canto como o torna forte, de uma virilidade altamente feminina. Essa mistura de signos também na voz e na forma de cantar dão graus poderosos de densidade, de pathos, de sofrimento e drama (...) ".

Jornal "O Globo", 1982



ALMA
(Sueli Costa/Abel Silva)

Há almas que têm
as dores secretas
as portas abertas
sempre pra dor

Há almas que têm
juízo e vontades
alguma bondade
e algum amor

Há almas que têm
espaços vazios
amores vadios
restos de emoção

Há almas que têm
a mais louca alegria
que é quase agonia
quase profissão

A minha alma tem
um corpo moreno
nem sempre sereno
nem sempre explosão

Feliz esta alma
que vive comigo
que vai onde eu sigo
o meu coração

quinta-feira, novembro 23

Sorriso



" Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta,
era um sorriso com muita luz lá dentro,
apetecia entrar nele,
tirar a roupa,
ficar nua dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso"


Eugénio de Andrade,
Cumplicidades de Verão

segunda-feira, novembro 20

Olhar


Os teus olhos
exigindo
ser bebidos

Os teus ombros
reclamando
nenhum manto

Os teus seios
pressupondo
tantos pomos

O teu ventre
recolhendo
o relâmpago


David Mourão Ferreira

quinta-feira, novembro 16

Teus Pés

Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés

Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,
Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.

Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram voo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.

Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem .

Pablo Neruda

terça-feira, novembro 14

Noites luminosas


... são os concertos no Arena Lounge do Casino de Lisboa. O espaço será ocupado durante os meses de Novembro e Dezembro (sempre à segunda-feira) por uma série de concertos de entrada livre (22h30). Depois de ontem os Toranja nos brindarem com um excelente concerto seguem-se :

- 20 Nov José Cid
- 27 Nov Spanky Wilson & The Quantic Soul Orchestra
- 04 Dez Jorge Palma
- 11 Dez Koop
- 18 Dez Luís Represas
- 25 Dez João Pedro Pais
- 31 Dez Pedro Abrunhosa

sábado, novembro 11

África

Era um cântico de tristeza pelo dia que nascia embrulhado em nevoeiro, pelo sol que tinham deixado para trás, pelo mar sem regresso que adivinhavam sem nunca o verem, pela noite que acabara, sepultando nela todos os sonhos. Mas não, não era um cântico: antes um lamento cantado. Um lamento por um mundo perdido e sobrevivendo apenas na memória de outros dias felizes. Choravam pela sua outra África, das planícies a perder de vista, do capim seco ao sol, dos animais correndo livremente, do mato onde o leão espreita a zebra e o leopardo persegue silenciosamente o antílope, dos rios atravessados em frágeis canoas por entre jacarés e hipopótamos adormecidos, das noites na savana, ouvindo os gritos da selva e aquecendo o medo num fogo acesso entre pedras.
Uma África para o horizonte sem fim...
Equador, Miguel Sousa Tavares

domingo, novembro 5

O assobio da cobra

Inevitavelmente, voltamos sempre ao mesmo : o amor!...
Tudo já foi dito e redito, tudo teve o seu direito e o seu avesso, no entanto, quando o dizemos de dentro, é como se tudo num breve instante se esbatesse e reencontrássemos a voz primordial. É assim com a pessoa amada, é assim em todas as canções de amor.
Claro que gostamos de finais felizes, claro que fazemos sentir a nossa falta, claro que nos irritamos, claro que projectamos na voz da pessoa amada os nossos mais secretos desejos...
Claro que nos desiludimos para voltarmos ao mesmo : o amor !...
Atravessamos um deserto cego e frio e só depois nos damos conta; deixamos livros marcados para que o outro dê conta de nós; rasgamos a pele e a roupa para que, num desespero de carência, se ofereça o essencial ... e, no entanto, só perante o amor avaliamos a nossa total fragilidade. É o suspenso momento de todas as indefinições, de todos os medos, de todas as dúvidas... Mas, simultâneamente, o grande delta de toda a razão de ser, a grande casa inacabada.
João Monge, CD "O assobio da cobra"


Um musical a partir de canções com letras de João Monge e música de Manuel Paulo, a ver no Teatro São Luiz, em Lisboa, até 26 de Novembro.

quinta-feira, novembro 2

Imparável

Seja em lingerie para Agent Provocateur , fatal e selvagem para Louis Vuitton , como veio ao Mundo, tapada apenas por Longchamp ou muito loira, ao melhor estilo ... Versace, Kate Moss está em todas ...
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