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domingo, outubro 3

Pinturas



Dia de chuva. Desde manhã que ela cai, ora com mais força, ora em pquenas gotas, pelas janelas abertas entra o vento que dobra as árvores à nossa volta. Da nogueira vão caindo, de rajada em rajada, as nozes que ainda pendiam dos ramos, enquanto que as manas tílias centenárias dão um colorido verde à paisagem teimando em não largar as folhas. Pelo ar passam folhas de outras árvores que sentiram o Outono com mais intensidade. Na horta as couves recém plantadas resistem ao sopro norte que as abana, alguns pássaros indiferentes à chuva buscam alimento, e nos beirais dos telhados que daqui se avistam escorrem as primeiras águas da estação que acabou de chegar a este campo, onde tu e eu colorimos telas e textos.


4 comentários:

JPD disse...

Ao longe ouviu-se ou não o rufar dos trovões da Pastoral de Beethoven?

(Por aqui a mesma coisa, chuva vento e agora, a tarde amainada.)

Mar disse...

Que bom parar uns momentos e ler estas palavras.. Retornar à infância, retornar à natureza, aos momentos em que ainda se pára para reparar, pensar e falar sobre estas "pequenas" coisas. obrigada..

via disse...

bonito, contemplativo, ai a vida no campo que nostalgia!

g disse...

JPD Hoje ainda mais!

Mar Obrigada pela visita. Gostei desse retorno que sentiste.

via Ás vezes até nos esquecemos como tudo pode ser tão simples!