Vinda do quase nada entraste furacão e saíste tempestade. Escreveste a fogo, atravessaste a direito a soleira da porta, não assomaste na sala, foste entrando com essa força e esse querer só teu. Há sempre alguém que nos marca, que deixa as suas digitais no coração. No coração e na alma. De tão iguais nos descobrimos tão diferentes. Hoje, bem cedo na rua deserta, uma aragem levemente fria acordou-me para o dia, este dia em especial. Talvez a folha caída, bem no meu caminho, no chão deste Outono que teima em não as desprender, fosse a tua lembrança a persistir. Ou seria saudade? Não é por não escrever mais versos que alguém deixa de ser poeta. Assim és tu. Tem um bom dia, amiga.
Causa gay
Há 1 hora






5 comentários:
A "marca" permanece!
Que lindo!
Marcas, anseios e saudades.
Algumas pessoas possuem o dom da eternidade em nossas memórias!
Eis um elogio a preceito.
Bjs
bom texto, e...poético, sem dúvida.
Há pessoas assim...que entram e arrasam...como as tempestades...vão ...mas deixam algo delas ...tornam-se inesquecíveis ;)
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