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terça-feira, outubro 11

Marca


Vinda do quase nada entraste furacão e saíste tempestade. Escreveste a fogo, atravessaste a direito a soleira da porta, não assomaste na sala, foste entrando com essa força e esse querer só teu. Há sempre alguém que nos marca, que deixa as suas digitais no coração. No coração e na alma. De tão iguais nos descobrimos tão diferentes. Hoje, bem cedo na rua deserta, uma aragem levemente fria acordou-me para o dia, este dia em especial. Talvez a  folha caída, bem no meu caminho, no chão deste Outono que teima em não as desprender, fosse a tua lembrança a persistir. Ou seria saudade? Não é por não escrever mais versos que alguém deixa de ser poeta. Assim és tu. Tem um bom dia, amiga.

5 comentários:

g disse...

A "marca" permanece!

Simone Huck disse...

Que lindo!
Marcas, anseios e saudades.
Algumas pessoas possuem o dom da eternidade em nossas memórias!

JPD disse...

Eis um elogio a preceito.
Bjs

via disse...

bom texto, e...poético, sem dúvida.

Pedrasnuas disse...

Há pessoas assim...que entram e arrasam...como as tempestades...vão ...mas deixam algo delas ...tornam-se inesquecíveis ;)