
A passear por Belém encontrei este verso de Alexandre O'Neil num banco de jardim.
Deixo-vos o poema completo...
Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.
Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?
E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...
Alexandre O'Neill





8 comentários:
Vim parar ao blog por puro engano via outro blog e depois prolonguei o engano por causa do nick de uma das proprietárias. Blog giro até ao momento em que fala dos Honda Civics. Como filho de um orgulhoso proprietário de vários desses bichos gostaria de dizer que n sabem o contexto da foto e esse Civic poderia muito bem estar a protestar pela n aprovação do casamento homossexual! : )
voltarei
Ai que saudades dos pastéis...
Belo poema, faz-me lembrar belos beijos ;)
noise De que falas?
papoila Tão bom trincá-los sentada num desses banquinhos.
dantis Dados ao luar!
beijos...as gaivotas tem inveja e eu também...
kris Vamos lá piar!
O beijo...acto de carinho exclusivo da raça humana. Sexo é transversal, beijo é unico... Bjs
fiel E há beijos que acontecem e há lábios que nunca se esqucem...Bjs
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