- Não era medo. Era desejo, só isso.
- As tuas mãos tremiam quando te deitaste ao meu lado. As mãos e os lábios. Tinhas apagado a luz.
- As tuas mãos tremiam quando te deitaste ao meu lado. As mãos e os lábios. Tinhas apagado a luz.
- Não, foste tu. É claro que eu tremia. Nunca sentiste faltar-te a respiração por desejares muito alguém?
- Sim.
- Não me digas quem.
- Tu.
O Inverno em Lisboa, Antonio Munoz Molina
- Não me digas quem.
- Tu.
- Mas isso foi ao princípio. Na primeira noite que estiveste comigo. Estávamos os dois a tremer. Nem na escuridão nos atrevíamos a tocar-nos. Mas não era por medo. Era porque não julgávamos merecer o que nos estava a acontecer.
O Inverno em Lisboa, Antonio Munoz Molina






8 comentários:
Lindo texto! E tão verdadeiro! :)
Beijos
Tão real :)...
Tão simples, e é quase inevitável trazer-nos á memória algo vivido.
Um bom texto é assim, leva cada um para um lugar só seu.
bom dia!
viajei no tempo.
excelente.
tem uma boa semana!
beijocas
Senti igual, vivi igual... o nervosismo era imenso, a vontade imensa... o beijo imenso!
Beijo
ML
Não só julgar que não se merecia o que estava a acontecer, mas o desejo ser tão grande de querer fazer o outro feliz e ter medo de não o conseguir. Texto excelente! Touché...
Beijinhos às duas.
Quando estamos com alguém que amamos pela primeira vez suamos, trememos, ficamos sensiveis...
Gostei do texto.
um abraço
tulipa
Gostei :) e fez-me sorrir :)
Beijos
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