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segunda-feira, novembro 12

Sempre


Foto de Zé Santos

Apaga-me os olhos; ainda posso ver-te
Tapa-me os ouvidos; ainda posso ouvir-te
E sem pés posso ainda ir para ti
E sem boca posso ainda invocar-te
Quebra-me os braços e posso apertar-te
Com o coração como com a mão
Tranca-me o coração e o cérebro latejará
E se me deitares fogo ao cérebro
Hei-de continuar a trazer-te no sangue

Rainer Maria Rilke

7 comentários:

g disse...

Sempre o mesmo arrepio quando penso em ti !

rach. disse...

Rilke, com esta versão de "Transforma-se o amador na coisa amada", pode sempre arrepiar qualquer um. Mas o que me provocou calafrios foi mesmo o piercing da moçoila.
Ó comadres qué lá isso?!
Que medoooo!!

:-0)

Beijito pra vocês

Mia disse...

Boas :) espreita os meus 5 monumentos ;)

a disse...

rach Não te arrepis que é só na foto...:)

Bjs

mia Já lá fui.

Angell disse...

É assim quem ama verdadeiramente... :))

Bjs!

butterfly disse...

A profundidade do poema de Rilke.
À fotografia, retirei o piercing.:)
Beijo

a disse...

angell, E muito!

butterfly, Ah, o piercing...