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domingo, novembro 5

O assobio da cobra

Inevitavelmente, voltamos sempre ao mesmo : o amor!...
Tudo já foi dito e redito, tudo teve o seu direito e o seu avesso, no entanto, quando o dizemos de dentro, é como se tudo num breve instante se esbatesse e reencontrássemos a voz primordial. É assim com a pessoa amada, é assim em todas as canções de amor.
Claro que gostamos de finais felizes, claro que fazemos sentir a nossa falta, claro que nos irritamos, claro que projectamos na voz da pessoa amada os nossos mais secretos desejos...
Claro que nos desiludimos para voltarmos ao mesmo : o amor !...
Atravessamos um deserto cego e frio e só depois nos damos conta; deixamos livros marcados para que o outro dê conta de nós; rasgamos a pele e a roupa para que, num desespero de carência, se ofereça o essencial ... e, no entanto, só perante o amor avaliamos a nossa total fragilidade. É o suspenso momento de todas as indefinições, de todos os medos, de todas as dúvidas... Mas, simultâneamente, o grande delta de toda a razão de ser, a grande casa inacabada.
João Monge, CD "O assobio da cobra"


Um musical a partir de canções com letras de João Monge e música de Manuel Paulo, a ver no Teatro São Luiz, em Lisboa, até 26 de Novembro.

11 comentários:

sotavento disse...

Vou ver!... ;)

LemonTea disse...

Gostaria de ver, sim!... :)

a disse...

sotavento, um dia destes ainda nos encontramos por aí... ;)

lemon, recomendo. O Diogo faz um papelão.

sotavento disse...

Por onde?!... ;)

a disse...

sotavento, num teatro perto de ti ...

sotavento disse...

Ah!...
Mais certo ser "de ti"!... ;)

a disse...

sotavento, em breve ?

sotavento disse...

Terá de ser antes de 26, sendo assim!... :)

a disse...

mas este já vimos...terá que ser outro!

sotavento disse...

Pois... :)

sotavento disse...

Pronto, já vi!... :)