Inevitavelmente, voltamos sempre ao mesmo : o amor!...Tudo já foi dito e redito, tudo teve o seu direito e o seu avesso, no entanto, quando o dizemos de dentro, é como se tudo num breve instante se esbatesse e reencontrássemos a voz primordial. É assim com a pessoa amada, é assim em todas as canções de amor.
Claro que gostamos de finais felizes, claro que fazemos sentir a nossa falta, claro que nos irritamos, claro que projectamos na voz da pessoa amada os nossos mais secretos desejos...
Claro que nos desiludimos para voltarmos ao mesmo : o amor !...Atravessamos um deserto cego e frio e só depois nos damos conta; deixamos livros marcados para que o outro dê conta de nós; rasgamos a pele e a roupa para que, num desespero de carência, se ofereça o essencial ... e, no entanto, só perante o amor avaliamos a nossa total fragilidade. É o suspenso momento de todas as indefinições, de todos os medos, de todas as dúvidas... Mas, simultâneamente, o grande delta de toda a razão de ser, a grande casa inacabada.
João Monge, CD "O assobio da cobra"
Um musical a partir de canções com letras de João Monge e música de Manuel Paulo, a ver no Teatro São Luiz, em Lisboa, até 26 de Novembro.





11 comentários:
Vou ver!... ;)
Gostaria de ver, sim!... :)
sotavento, um dia destes ainda nos encontramos por aí... ;)
lemon, recomendo. O Diogo faz um papelão.
Por onde?!... ;)
sotavento, num teatro perto de ti ...
Ah!...
Mais certo ser "de ti"!... ;)
sotavento, em breve ?
Terá de ser antes de 26, sendo assim!... :)
mas este já vimos...terá que ser outro!
Pois... :)
Pronto, já vi!... :)
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