Foto de Tyler Robinson Fui contigo até ao bar, onde o piano tocava e o meu pensamento corria.
Não sei se sabia porque estávamos ali, o fumo dominava todo o ambiente, o pianista tocava indiferente às conversas que por várias mesas aconteciam, por um qualquer motivo estávamos ali, a noite estava calma, o sítio pareceu-nos agradável, difícil mesmo era pensar o que estávamos ali a fazer.
Tu e eu, duas pessoas que se encontram assim por encontrar e vão até ao bar. Nunca antes nos tínhamos visto, sem dúvida que tínhamos histórias de vida por contar, mas… por onde começar? Então que fazes? Não, não me parecia apropriado, vai parecer que vou querer saber demais. Não, pensava eu, nem me interessa por aí além. Quem és tu ? Talvez essa seja uma pergunta mais razoável. E isso interessa-me? Sem demora, peguei no gin tónico, olhei-a nos olhos e sem pensar no que dizia perguntei:
-Que estamos aqui a fazer?
-Estou contigo, não preciso muito, esta noite só busco companhia, dói-me demais a solidão!
E em silêncio, deixámos que “As Time Goes By” se soltasse das teclas até ao mais profundo de nós.
Não sei se sabia porque estávamos ali, o fumo dominava todo o ambiente, o pianista tocava indiferente às conversas que por várias mesas aconteciam, por um qualquer motivo estávamos ali, a noite estava calma, o sítio pareceu-nos agradável, difícil mesmo era pensar o que estávamos ali a fazer.
Tu e eu, duas pessoas que se encontram assim por encontrar e vão até ao bar. Nunca antes nos tínhamos visto, sem dúvida que tínhamos histórias de vida por contar, mas… por onde começar? Então que fazes? Não, não me parecia apropriado, vai parecer que vou querer saber demais. Não, pensava eu, nem me interessa por aí além. Quem és tu ? Talvez essa seja uma pergunta mais razoável. E isso interessa-me? Sem demora, peguei no gin tónico, olhei-a nos olhos e sem pensar no que dizia perguntei:
-Que estamos aqui a fazer?
-Estou contigo, não preciso muito, esta noite só busco companhia, dói-me demais a solidão!
E em silêncio, deixámos que “As Time Goes By” se soltasse das teclas até ao mais profundo de nós.
8 comentários:
A menina g anda inspiradíssima!! :)
Para acompanhar quero um Vodka Melão! :)
Beijos
Sabes g, acho que não é essa solidão que dói por demais. Não a solidão física que nos faz demandar por uma palavra, por um olhar, por uma grama de atenção...é acordar um dia e suspeitar que algures na multidão se encontra metade de nós e saber que, talvez, não vivamos o suficiente para a alcançar...
É saber que o velho filósofo tinha razão e não poder fazer nada...
A isso, eu chamo solidão.
;)
boo Bora Boo, vamos lá ao bar...
Bjs
anonyma É imperativo buscar essa alma entre a multidão, um dia pode ser tarde, e, sim, podemos não viver o tempo suficiente para a alcançar e ter perdido metade dessa vida à procura, mas quando a encontramos adeus solidão.
Admiro os que têm a coragem de estar sós por opção.
Ainda que compreenda não me é confortável a ideia.
(vamos lá ouvir o piano)
;)
E belo piano sem dúvida!
;)
Anonyma Também achei!
;)
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