
foto de Pedro Moreira
O sol resplandecia no seu cabelo alourado, uns olhos verdes mais doces do que mel, e um sorriso fácil a que o meu aderiu de imediato.
- Olá, eu sou a Ana, e tu?
- Eu, sou a Maria! – disse-me ela a medo.
Eu juro que o sol brilhou com uma intensidade desmedida, porque, para mim, adolescente numa aldeia onde nunca, até hoje, jamais alguém gostou de alguém do mesmo sexo (que se soubesse), eu, uma adolescente insconsciente, tive a consciência perfeita de que rapaz algum poderia ofuscar o que acabara de sentir.
- Olá, eu sou a Ana, e tu?
- Eu, sou a Maria! – disse-me ela a medo.
Eu juro que o sol brilhou com uma intensidade desmedida, porque, para mim, adolescente numa aldeia onde nunca, até hoje, jamais alguém gostou de alguém do mesmo sexo (que se soubesse), eu, uma adolescente insconsciente, tive a consciência perfeita de que rapaz algum poderia ofuscar o que acabara de sentir.
in Contos da Diferença, Na minha Aldeia
10 comentários:
tb já senti essa estranheza e a minha história não se passou na adolescencia....
um abraço
tulipa
Já tive o meu sol a brilhar com uma intensidade assim, desmedida... e numa situação não igual mas emocionalmente familiar.
Bom post :)
bom dia!
uma história excelente num livro que ainda não me foi possível adquirir.
quanto ao sol, ele tem raios que por vezes ofusca. ;-)
uma boa semana!
beijos
Tão bonito e verdadeiro...encantou-me... bjs
tulipa Não sei o que é melhor, mas a paixão altera em qualquer idade.
Um abraço.
scorpio São estes pequenos grandes pormenores que tornam a vida tão interessante.
estrelaminha Eu gostei dele. Interessante a tua sintese.
Bjs
fiel Só te posso dizer que captaste e sentiste o mesmo que eu.Bjs
Parte de um conto que gostei muito, parabéns! Boas escritas.
M Lou
maria Também gostei do teu conto especialmente a primeira parte é deliciosa.
Volta sempre!
Bjs
Cenas da vida campestre!
Gostei deste pedaço de escrita, tenho de comprar o livro.
E como teria acabado este amor?
Eu conheço isto de algum lado...! :p
papoila Enquanto não compras aceita-se um palpite...
Bjs
cris Já li, uma e outra vez e não me canso de reler alguns dos contos.;)
Bjs
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