" No tempo das obviedades extrovertidas, ela revela recatos e introversões que atraem ainda mais complexidades para a sua figura de comunicação. Essa figura, poderosa, ( ...) aparece cantando com força e vigor, um timbre morno, maduro, de meio soprano, grave, que não apenas aquece seu canto como o torna forte, de uma virilidade altamente feminina. Essa mistura de signos também na voz e na forma de cantar dão graus poderosos de densidade, de pathos, de sofrimento e drama (...) ".
Jornal "O Globo", 1982
ALMA
(Sueli Costa/Abel Silva)
Há almas que têm
as dores secretas
as portas abertas
sempre pra dor
Há almas que têm
juízo e vontades
alguma bondade
e algum amor
Há almas que têm
espaços vazios
amores vadios
restos de emoção
Há almas que têm
a mais louca alegria
que é quase agonia
quase profissão
A minha alma tem
um corpo moreno
nem sempre sereno
nem sempre explosão
Feliz esta alma
que vive comigo
que vai onde eu sigo
o meu coração
7 comentários:
Xiiiiiiii, há quantos anos!... :)
sotaventomuitos e bons... noites memoráveis do Coliseu :)
e pensar que cantámos as mesmas canções, vibrámos com as mesmas músicas e não nos "encontrámos" !
... esses encontros, meninas, esses encontros!
Num coliseu perto de si!... :)
g, para nos encontrarmos com as mesmas músicas, com as mesmas canções...enfim "nossos caminhos se cruzaram..."
choco, tão tarde por aqui? o que fizeste à lemon?
sota março 86? viste ?
Sim!... :)
Enviar um comentário