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sexta-feira, novembro 14

Encontro


foto de Pedro Moreira


O sol resplandecia no seu cabelo alourado, uns olhos verdes mais doces do que mel, e um sorriso fácil a que o meu aderiu de imediato.
- Olá, eu sou a Ana, e tu?
- Eu, sou a Maria! – disse-me ela a medo.
Eu juro que o sol brilhou com uma intensidade desmedida, porque, para mim, adolescente numa aldeia onde nunca, até hoje, jamais alguém gostou de alguém do mesmo sexo (que se soubesse), eu, uma adolescente insconsciente, tive a consciência perfeita de que rapaz algum poderia ofuscar o que acabara de sentir.


in Contos da Diferença, Na minha Aldeia

10 comentários:

tulipa disse...

tb já senti essa estranheza e a minha história não se passou na adolescencia....
um abraço
tulipa

Scorpio_Angel disse...

Já tive o meu sol a brilhar com uma intensidade assim, desmedida... e numa situação não igual mas emocionalmente familiar.

Bom post :)

estrelaminha disse...

bom dia!
uma história excelente num livro que ainda não me foi possível adquirir.
quanto ao sol, ele tem raios que por vezes ofusca. ;-)
uma boa semana!
beijos

fiel.jardineira disse...

Tão bonito e verdadeiro...encantou-me... bjs

g disse...

tulipa Não sei o que é melhor, mas a paixão altera em qualquer idade.
Um abraço.

scorpio São estes pequenos grandes pormenores que tornam a vida tão interessante.

estrelaminha Eu gostei dele. Interessante a tua sintese.
Bjs

fiel Só te posso dizer que captaste e sentiste o mesmo que eu.Bjs

Maria Lourenço disse...

Parte de um conto que gostei muito, parabéns! Boas escritas.

M Lou

g disse...

maria Também gostei do teu conto especialmente a primeira parte é deliciosa.

Volta sempre!

Bjs

Maria Papoila disse...

Cenas da vida campestre!
Gostei deste pedaço de escrita, tenho de comprar o livro.

E como teria acabado este amor?

Cris disse...

Eu conheço isto de algum lado...! :p

g disse...

papoila Enquanto não compras aceita-se um palpite...

Bjs

cris Já li, uma e outra vez e não me canso de reler alguns dos contos.;)

Bjs