Pages

terça-feira, julho 15

Rudolf Brazda, o último dos "triângulos rosa"



Rudolf Brazda, 95 anos bem dispostos, desfilou no Pride de Berlim. Considerado como o último sobrevivente do Parágrafo 175, que condenava os homossexuais na Alemanha de Hitler. Com 20 anos nessa altura, e a viver com o namorado, foi deportado para Brunchewald em 1941, e sobreviveu ao Holocausto. Em 1945 foi para França com o seu novo namorado com quem viveu mais de 50 anos.
"Depois da guerra, tive uma vida feliz. Já não tinhamos que nos esconder, como antes, quando nos consideravam, anormais. Graças a Deus, hoje somos livres. Não há nada como a democracia", declarou Brazda, pouco antes de começar o desfile.



O triângulo cor-de-rosa é o símbolo da comunidade gay mais antigo, datado do período anterior à Segunda Guerra Mundial. Durante o regime nazi na Alemanha, o Parágrafo 175 da lei germânica proibia a "fornicação" entre homens. No âmbito dessa lei, estima-se que 50 mil pessoas tenham sido presas entre 1937 e 1939 e levadas, depois, para campos de concentração. Naquela época a sentença aplicada era a esterilização, geralmente através da castração. Uma lei alterada em 1969, e totalmente despenalizada, na Alemanha,em 1994.


4 comentários:

RV disse...

até me emocionei...

Ana Oliveira disse...

Apesar de tudo o mundo avança, o ser humano vai aprendendo, as coisas mudam para melhor!
Ainda bem que a coragem não morre com os tiranos!

Special K disse...

Triste e vergonhoso, ainda mais sabendo que havia homossexuais entre os elementos de topo do regime nazi.
Beijos

g disse...

rv Dá que pensar.

ana Obrigada pela visita.

Devagarinho mas avança.

Special k Podemos apenas imaginar o que foi, mas a dimensão do sofrimento que espalharam é bom que não se perca para que nunca se venha a repetir.