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domingo, novembro 26

Alma

" No tempo das obviedades extrovertidas, ela revela recatos e introversões que atraem ainda mais complexidades para a sua figura de comunicação. Essa figura, poderosa, ( ...) aparece cantando com força e vigor, um timbre morno, maduro, de meio soprano, grave, que não apenas aquece seu canto como o torna forte, de uma virilidade altamente feminina. Essa mistura de signos também na voz e na forma de cantar dão graus poderosos de densidade, de pathos, de sofrimento e drama (...) ".

Jornal "O Globo", 1982



ALMA
(Sueli Costa/Abel Silva)

Há almas que têm
as dores secretas
as portas abertas
sempre pra dor

Há almas que têm
juízo e vontades
alguma bondade
e algum amor

Há almas que têm
espaços vazios
amores vadios
restos de emoção

Há almas que têm
a mais louca alegria
que é quase agonia
quase profissão

A minha alma tem
um corpo moreno
nem sempre sereno
nem sempre explosão

Feliz esta alma
que vive comigo
que vai onde eu sigo
o meu coração

7 comentários:

sotavento disse...

Xiiiiiiii, há quantos anos!... :)

a disse...

sotaventomuitos e bons... noites memoráveis do Coliseu :)

g disse...

e pensar que cantámos as mesmas canções, vibrámos com as mesmas músicas e não nos "encontrámos" !

Chocolover disse...

... esses encontros, meninas, esses encontros!

sotavento disse...

Num coliseu perto de si!... :)

a disse...

g, para nos encontrarmos com as mesmas músicas, com as mesmas canções...enfim "nossos caminhos se cruzaram..."

choco, tão tarde por aqui? o que fizeste à lemon?

sota março 86? viste ?

sotavento disse...

Sim!... :)